Igreja Maranata vai instalar oitava usina de energia solar no Espírito Santo
Ideia é que empreendimento se torne o maior espaço de produção de eletricidade da instituição, fornecendo 150 mil kWh/mês para todos os 1.500 templos


A Igreja Cristã Maranata (ICM) vai instalar sua oitava usina solar em um sítio localizado em Putiri, uma praia do município de Aracruz, no Espírito Santo. A previsão é que ela se torne o maior espaço de produção de energia solar da Maranata, fornecendo 150 mil kWh/mês para todos os 1.500 templos da ICM no Espírito Santo.
Desde 2016, a instituição religiosa investe na captação e produção de energia solar para suas instalações no Espírito Santo e em Minas Gerais. Hoje, as sete usinas produzem 153 mil quilowatt-hora (kWh) por mês graças a uma energia alternativa e renovável. Seu objetivo é contribuir para a preservação do meio ambiente tornando-se sustentável.
Tudo começou em 2016, com a instalação de painéis fotovoltaicos que convertem os raios solares em energia elétrica nas igrejas da Praia da Costa 4 e de Jardim Camburi 3. “O resultado foi tão positivo que decidiu-se expandir o sistema em 2018, com a instalação de uma usina de produção de energia solar no Maanaim de Carapina, na Serra. Hoje o local produz 75 mil kWh por mês de energia, quantidade capaz de atender o Presbitério da ICM e 193 templos e Maanains capixabas”, afirma o gerente de Comunicação da Igreja Cristã Maranata, pastor Josias Júnior.
O restante das usinas está localizado em Minas Gerais. Duas delas em Belo Horizonte geram 78 mil kWh/mês, proporcionando uma economia mensal de R$ 64 mil nos templos da Igreja Maranata no território mineiro. “Devido ao custo-benefício do processo de geração de energia solar, a ideia é implantar usinas em todos os estados brasileiros”, afirma o pastor.
Ele acrescenta que além de oferecer um ambiente climatizado com mais conforto para os membros da igreja, o sistema de energia fotovoltaica reduz significativamente os custos com energia elétrica, além de ser sustentável, preservando o meio ambiente. A fonte é inesgotável e limpa e um sistema tem vida útil acima de 25 anos.
Mesmo em dias nublados, os painéis fotovoltaicos captam os raios solares durante o dia. À noite, baterias garantem o armazenamento de energia, que pode ser usada em qualquer aparelho elétrico. Se a quantidade de energia elétrica produzida for maior que a utilizada, o excedente é enviado para a rede elétrica da concessionária da região, proporcionando créditos solares. No final de cada mês, a conta de luz é o resultado da diferença entre a energia produzida e a consumida. Em caso de acúmulo de créditos solares, eles ficam disponíveis por até cinco anos.

Adriana Dorante
Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília (Santos), com especialização em jornalismo econômico pela PUC/SP. Trabalhou como repórter de economia em grandes veículos de Comunicação, como DCI e jornais regionais em Campinas. Realizou trabalhos em comunicação institucional (publicações impressas e digitais) e assessoria de imprensa para entidades e empresas de diferentes segmentos em São Paulo. Atua na cobertura jornalística do setor elétrico há cerca de 5 anos.
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