Parte 4: O Leilão de 2026 - A Corrida Bilionária
Quando Será? Quanto Será?



O primeiro leilão de baterias está marcado para 2026
Provavelmente entre abril e junho. Será parte do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), um mecanismo novo que permite contratar capacidade de geração ou armazenamento.
As autoridades ainda não divulgaram a capacidade total a ser leiloada, mas estimativas da indústria apontam para 500 MWh a 1.000 MWh na primeira rodada. Isso representaria um investimento de R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões.
O Risco do Leilão Esvaziado.
Aqui preciso alertar para um risco que poucos estão discutindo: o leilão de baterias pode ser esvaziado pelo leilão de potência.
O governo também marcou um leilão de potência para março de 2026, apenas um mês antes do leilão de baterias. Esse leilão de potência vai contratar termelétricas e hidrelétricas. Empresas de energia têm capital limitado. Se gastarem tudo no leilão de potência, não terão recursos para participar do leilão de baterias.
Isso é um erro estratégico do governo.
Os dois leilões deveriam ser espaçados no tempo, não concentrados em dois meses. Mas é a realidade que enfrentamos.
Quem Pode Vencer?
Os participantes potenciais incluem:
- Grandes empresas de energia: Engie, EDP, Enel, Neoenergia, Copel;
- Petrobras: Conforme anunciado;
- Fabricantes de baterias: Trina Storage, BYD, CATL, LG Energy;
- Fundos de infraestrutura: Brookfield, Pátria, Fundo de Investimento em Energia;
- Consórcios: Combinações das acima.
Minha avaliação:
As grandes empresas de energia têm vantagem, porque têm acesso a capital barato, experiência em leilões e operação de ativos de geração. Fabricantes de baterias podem vencer se formarem consórcios com operadores.


Daniel Pansarella
Executivo com vasta experiência no setor de energia solar, especializado em Tributação, logística, cadeia produtiva de equipamentos e desenvolvimento de negócios para equipamentos solares nos mercados brasileiro e latino-americano. Atualmente, atua como Public Affairs & Business Developer Latam na Trina Solar, uma das principais fabricantes de módulos fotovoltaicos, Trackers e Storage do mundo, e como Presidente do Conselho Fiscal da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) e Conselheiro de empresas como Brasol (Siemens e Black Rock), Greener e Pacto Energia.
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