Grupo chinês vai injetar US$ 200 milhões em fundo para investir no Brasil
Setor de energia renovável está na lista dos 20 ativos em análise pela corporação


A China Development Integration Limited (CDIL) vai injetar US$ 200 milhões no fundo de investimentos brasileiro Rubicon, com o objetivo de buscar oportunidades nos setores de óleo e gás, energias renováveis – em especial solar e eólica, infraestrutura, mobiliário, agropecuário, saneamento e mineração no Brasil.
Na visão da empresa chinesa, apesar de o Brasil ser um país rico em recursos, falta acesso ao capital estrangeiro. “O Brasil tem grandes chances de se tornar uma potência econômica na América Latina se usar seus recursos apropriadamente. Nossa ideia é identificar companhias e ativos que possam se desenvolver com os nossos investimentos”, afirma Edmond Amir, chefe de projetos internacionais da empresa chinesa, sediada em Hong Kong.
Fundada há apenas seis meses, a gestora de ativos brasileira carrega vasta experiência de executivos que trabalharam na petroleira PetroRio. De acordo com Pedro Guimarães, presidente da Rubicon, 20 ativos já estão em análise, entre eles campos maduros de óleo e gás da petroleira 3R e minas da MMX, além de oportunidades em geração de energia solar e eólica, portos, aeroportos, hotéis, frigoríficos e na área de tratamento de água. “Nosso foco é em custo operacional baixo, para dar acesso a capital a essas empresas”, explica Guimarães.
O executivo avalia que com o mercado menos aquecido, quem tiver liquidez terá chances maiores de entrar. “Acredito que muitas empresas vão ter dificuldade de acesso a capital de giro ou capital para expansão”, diz Guimarães.
Um setor em franca expansão que já atraiu gigantes chinesas é o solar. Neste ano, mesmo em meio a pandemia, levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) aponta que o Brasil ultrapassou a marca histórica de 7 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, em usinas de grande porte e pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos. Desde 2012, a fonte já trouxe mais de R$ 35 bilhões em novos investimentos ao País e gerou mais de 210 mil empregos acumulados.
No segmento de geração centralizada, o Brasil possui 3 gigawatts (GW) de potência instalada em usinas solares fotovoltaicas, o equivalente a 1,6% da matriz elétrica do País. Em 2019, a fonte foi a mais competitiva entre as fontes renováveis nos dois Leilões de Energia Nova, A-4 e A-6, com preços-médios abaixo dos US$ 21,00/MWh.
Atualmente, as usinas solares de grande porte são a sétima maior fonte de geração do Brasil, com empreendimentos em operação em nove estados brasileiros, nas regiões Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte), Sudeste (Minas Gerais e São Paulo) e Centro-Oeste (Tocantins). Os investimentos acumulados deste segmento ultrapassam os R$ 15 bilhões.
Ao somar as capacidades instaladas dos segmentos de geração distribuída e geração centralizada, a fonte solar fotovoltaica ocupa o sexto lugar na matriz elétrica brasileira, atrás das fontes hidrelétrica, eólica, biomassa, termelétricas a gás natural e termelétricas a diesel e outros combustíveis fósseis. A fonte solar já representa mais do que a somatória de toda a capacidade instalada de termelétricas a carvão e usinas nucleares, que totaliza 5,6 GW.
No segmento de geração distribuída, são mais de 4 gigawatts de potência instalada da fonte solar fotovoltaica, que representam R$ 20 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil. A tecnologia solar é utilizada atualmente em 99,9% de todas as conexões distribuídas no País, liderando com folga o segmento.

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