Maior avião elétrico do mundo realiza primeiro voo nos Estados Unidos
Segundo especialistas, energia solar é a fonte mais atrativa para ser utilizada em tecnologias de armazenamento em baterias


O maior avião elétrico do mundo realizou seu primeiro voo. O Cessna Caravan 208b adaptado completou seu voo inaugural de 30 minutos no final de maio, no estado de Washington (EUA). Desenvolvida pela magniX, a aeronave tem uma bateria com carga para um voo de até 160 quilômetros, podendo levar até nove passageiros. Sua velocidade máxima é de 180km/h.
De acordo com o CEO da magniX, Roei Ganzarski, o grande avanço para a propulsão elétrica na aviação ocorre no momento em que as tendências de aeronaves menores, redução de custos e voos mais amigáveis ao meio ambiente estão coincidindo. A empresa destaca que o combustível para uma aeronave com motor a combustão custaria cerca de 350 euros. Já a eletricidade que o eCaravan consumo custa em torno de 6 euros.
Embora ainda não seja capaz de realizar voos de longas distâncias, a companhia acredita na capacidade da aeronave realizar viagens locais por meio de voos de baixo custo livre de emissões. O executivo espera que o eCaravan possa voar comercialmente a partir de 2021.
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Ao demonstrar a viabilidade comercial do avião elétrico, a magniX espera inspirar fabricantes de bateras a projetar produtos para aviação. Em entrevista para BBC, Ganzarski declarou que acredita que baterias de aeronaves irá impulsionar a indústria aeroespacial a desenvolver modelos mais leves.
Para especialistas, a energia solar é a fonte mais atrativa para ser utilizada em tecnologias de armazenamento em baterias. No Brasil, a Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR) tem atuado para contribuir na criação de políticas pública e de uma regulamentação do uso de baterias e sistemas de armazenamento no país.
A entidade avalia que o principal desafio para o avanço da tecnologia é a falta de normas técnicas mais maduras e uma tributação muito onerosa. “O armazenamento ainda é um tema novo no Brasil e as normas ainda estão em desenvolvimento. É desejável que existam regras claras para esses sistemas”, declarou o coordenador do grupo de trabalho de tecnologias de armazenamento da ABSOLAR, Markus Vlasits, durante evento realizado em março.

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