Águas de Portugal investe em energia solar flutuante, eólica e hidrogênio verde
Investimento no projeto é da ordem de 370 milhões de euros


Com o objetivo de ser neutro em carbono e energeticamente autossustentável por meio de 100% de fonte renovável até 2030, o Grupo Águas de Portugal vai investir 370 milhões de euros no projeto para reduzir consumos energéticos, aumentar a produção própria de energia a partir de fontes limpas, como biogás, eólica, hídrica e solar fotovoltaico, incluindo solar flutuante.
Além disso, a conta de eletricidade que hoje está por volta de 65 milhões de euros por ano deve passar a ser apenas 25 milhões de euros, graças à produção própria de energia e redução dos consumos. A empresa ainda tem planos para produzir hidrogênio, que deve atingir a produção de 708 GWh por ano, ou seja, cerca de 25 vezes mais da atual produção.
Especificamente, para o segmento de energia solar, o grupo desenvolve ainda um projeto de produção de energia fotovoltaica em diversas instalações das suas empresas, em todo o país, cuja entrada em funcionamento pleno está previsto para 2022.
O projeto, denominado SOLAR III, prevê a instalação de 68 centrais fotovoltaicas e tem um investimento associado de aproximadamente 15 milhões de euros. Os painéis fotovoltaicos que serão instalados terão uma potência total superior a 21 MW, sendo que 90% da energia produzida (cerca de 32 GWh/ano) se destina a autoconsumo das instalações.
O desenvolvimento deste projeto permitirá aumentar de 30 para 65 GWh/ano a produção de energia de fonte renovável no Grupo. As empresas do Grupo registram um consumo de eletricidade da ordem dos 700 GWh/ano, correspondendo a cerca de 1,4% de toda a energia elétrica consumida em Portugal.
Os gastos com eletricidade representam cerca de 50% dos custos operacionais do Grupo, sendo a gestão da energia uma das suas prioridades estratégicas no quadro da promoção de níveis de eficiência que garantam a ecoeficiência e a sustentabilidade das suas operações de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais.
Com vistas a melhorar o seu desempenho energético, o Grupo tem em execução o Plano de Eficiência e de Produção de Energia (PEPE), que contempla o aumento da produção própria, por meio da maximização do aproveitamento energético dos ativos e recursos endógenos, a redução de consumos e a melhoria das condições de aquisição de energia elétrica.
Em conjunto com a redução de consumos de energia decorrente da implementação do PEPE, o projeto SOLAR III permitirá uma redução de emissões de gás carbônico estimada em 36 mil ton/ano no ano de funcionamento pleno, previsto para 2022.
Com gastos energéticos superiores a 725,1 GWh por ano, em 2019 — mais de 1,4% do consumo de energia elétrica no país –, o Grupo é hoje o maior consumidor público de energia elétrica em Portugal. Através do Programa de Neutralidade Energética ZERO, a empresa espera neutralizar o equivalente a 746 GWh — consumo energético estimado para 2030 –, o que representa uma neutralidade energética de 105,3%, bem como uma neutralidade carbônica equivalente.

Cristiane Pinheiro
Jornalista, formada pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, com quase 30 anos de experiência no segmento de Comunicação. Tem especializações em jornalismo impresso pelo Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado, do Grupo O Estado de S. Paulo, e em televisivo pela Rede Globo de Televisão, São Paulo, e pelo Senac – Centro de Comunicação e Artes. Atua na cobertura jornalística do setor elétrico há cerca de 10 anos.
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