Metha Energia prevê saltar de 30 mil para 100 mil clientes na geração distribuída em 2021
Empresa que atua no mercado de geração distribuída de Minas também projeta avançar para outros estados do Sudeste e Centro-Oeste


A Metha Energia prevê saltar de 30 mil para 100 mil clientes em 2021. A empresa, que atua no mercado de geração distribuída de Minas Gerais por meio de uma plataforma digital voltada para o consumidor final, também projeta avançar para outros estados do Sudeste e Centro-Oeste.
“A geração distribuída altera completamente a lógica do setor elétrico porque traz a etapa da geração de energia para mais perto do consumidor final, diminuindo a dependência das concessionárias locais”, disse o CEO da Metha Energia, Victor Soares.
A Metha Energia acredita que os sistemas de geração distribuída e compensação de créditos têm um papel importante a cumprir em um cenário de pressão tarifária. Conforme a empresa, a solução barateia em até 15% a conta de luz dos consumidores de 250 cidades mineiras, incluindo a capital Belo Horizonte.
No modelo de negócios da empresa, o cliente não precisa comprar equipamentos extras nem alterar a instalação elétrica da residência, mas apenas possuir uma conta de energia em seu nome, fazer um cadastro online e aguardar o processo de análise dos dados. “Ao invés de pagar a conta da Cemig você vai pagar apenas o boleto da Metha Energia, mais barato, mais detalhado e mais fácil de entender”, afirma a empresa.
Criada em 2017 e premiada no ano seguinte pelo programa de aceleração de startups do governo de Minas Gerais (Seed), a Metha Energia faz parte da rede da Endeavor, uma organização global sem fins lucrativos de apoio para empreendedores.
Em 2021, o Brasil atingiu a marca de 400 mil conexões de sistemas de geração distribuída e 5 GW de potência instalada, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
A previsão é de que o mercado encerre 2021 com potência instalada superior a 7 GW na modalidade. De toda a geração distribuída no País, 97,2% da potência instalada do segmento corresponde a fonte solar fotovoltaica.

Ricardo Casarin
Repórter de economia e negócios, com passagens pela grande imprensa. Formado na Universidade de Metodista de São Paulo, possui experiência em mídia impressa e digital e na cobertura de diversos setores como petróleo e gás, energia, mineração, papel e celulose, automotivo, entre outros.
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